A pandemia está mudando a nossa relação com o dinheiro

5 Formas de fidelizar clientes na crise
6 de julho de 2020
Guardar dinheiro ou investir? Saiba o que vale mais a pena
11 de agosto de 2020

De alguma forma todas as pessoas estão sendo afetadas pela pandemia da Covid-19, seja apenas na rotina ou na vida financeira. A nossa relação com o dinheiro passa a ser repensada em um tempo de incertezas como este, exigindo mais cautela e uso consciente dele.

Todos sabemos que é prudente e aconselhável sempre ter uma reserva para emergências: seja para uma eventual perda de emprego, algum problema de saúde ou uma manutenção inesperada, por exemplo. No entanto, a crise gerada pelo novo coronavírus se configura de uma forma diferente, já que atinge muito mais pessoas e não tem uma data muito certa para acabar, gerando ainda mais insegurança nas pessoas quanto ao futuro e a sua situação financeira.

É em momentos como estes que a educação financeira se torna tão importante. Precisamos entender melhor como funciona esta dinâmica com o dinheiro e ter consciência de que o único dinheiro sobre o qual temos controle é aquele que já está em nosso poder. O dinheiro que está na expectativa, que ainda não se concretizou, deve ser tratado com cautela.

Quem conta com reservas financeiras está em uma situação melhor do que quem apenas gastava o dinheiro que entrava. Não significa que a situação esteja tranquila, mas que esta pessoa ganha um pouco mais de tempo para se reestruturar em tempos difíceis. Além disso, ter uma cultura de economizar já ajuda a se adaptar a esta realidade.

5 Lições da crise para melhorar a sua relação com o dinheiro

O aprendizado em tempos difíceis serve para que as pessoas repensem alguns hábitos e possam se sair melhores no futuro. Entender o que era feito de errado e corrigir tais atitudes é essencial para a nossa evolução, para a nossa educação financeira e para melhorar a relação que temos com o dinheiro. Veja algumas das lições que podemos tirar deste momento:

1. Mais supermercado, menos delivery: busque manter a sua geladeira bem abastecida. Quando você não tem os alimentos em casa, a tendência é pedir algo pronto, o que acabará saindo bem mais caro do que preparar uma refeição. Dentro das suas possibilidades financeiras não há problema em pedir algo pronto de vez em quando, apenas fique atento ao quanto isso representa no seu orçamento.

2. Faça pesquisa de preços: seja no supermercado, no delivery, nos serviços que você contrata ou em qualquer aquisição que pretenda fazer. Às vezes as diferenças de valor entre um estabelecimento e outro são significativas. Considere sempre a relação custo/benefício e pergunte sobre a possibilidade de descontos e cupons. Quanto mais você economizar neste momento, melhor.

3. Aproveite os seus serviços de assinatura: ficar em casa muito tempo, com notícias negativas, pode afetar o nosso emocional. Se você conta com serviços de assinatura, como streaming de vídeo, de música, de livros ou de jogos, aproveite-os. Utilize este tempo para prestar atenção àqueles que são realmente úteis para você. Se houver algum serviço que você paga, mas não utiliza, considere o cancelamento.

4. Leve o home office a sério: se você está trabalhando de forma remota, aprenda a separar o trabalho das demais distrações da casa. Troque de roupa de manhã, monte uma estação de trabalho livre de distrações e estabeleça horários fixos para o trabalho.

5. Continue guardando dinheiro: mesmo se você ainda não precisou acionar a reserva de emergência, mantenha a cultura de sempre guardar dinheiro. A pandemia não é desculpa para gastar além do necessário, muito pelo contrário, ela exige ainda mais cautela das pessoas. Sabe aquele dinheiro que você está deixando de gastar por estar mais em casa? Não o desperdice com outras coisas que não são necessárias, aproveite para guardá-lo também. Os desfechos da pandemia no mundo ainda são incertos, então é melhor poder contar com o dinheiro que você já tem hoje.

Leia também: Como cortar gastos em tempos de crise