A importância do empreendedorismo feminino na economia e na vida

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Sendo um movimento que cresce no mundo inteiro a cada dia, o empreendedorismo feminino é fundamental para a geração de um ecossistema empreendedor que propicie o surgimento de novas empresas, além da quebra de paradigmas e a renovação do mundo dos negócios.

Entretanto, ainda existem diversos obstáculos a serem enfrentados para que as oportunidades entre ambos os sexos sejam equivalentes. As mulheres representam cerca de 52% da população, mas elas ocupam posição de destaque em apenas 13% das 500 maiores empresas brasileiras.

O empreendedorismo feminino contribui para a edificação de uma sociedade mais justa na criação de oportunidades de liderança para as mulheres. Quando elas assumem o próprio negócio, se tornam mais empoderadas e ascendem para cargos de liderança, criando um grande potencial para colaborar com a modificação da desigualdade de gêneros.

Empreendedorismo feminino no Brasil

No Brasil existem 9,3 milhões de empreendedoras, sendo que 45% delas são chefes de família, ou seja, são responsáveis pela principal, muitas vezes, única renda de seus lares, segundo o SEBRAE. Além disso, elas representam 48% dos microempreendedores individuais (MEI) no país, se destacando em setores como beleza, moda e alimentação.

Um estudo realizado pela Grand Thornton neste ano revelou que as mulheres ocupam 38% dos cargos de liderança no Brasil. Entretanto, o resultado desta pesquisa revelou uma pequena queda em relação a 2021, quando 39% das mulheres estavam em cargos de liderança. Em comparação com outros países, o Brasil fica atrás da África do Sul, Turquia, Malásia e Filipinas, mas tem um resultado melhor do que a média da América Latina (35%).

Desafios do empreendedorismo feminino

A principal motivação para os homens abrirem seu próprio negócio é a liberdade. Já para elas, é a necessidade. Com isso, conseguimos perceber o enorme abismo que ainda existe entre as oportunidades oferecidas para as mulheres comparadas às dos homens. Uma das principais discriminações de gênero que ocorre no mundo dos negócios é a maternidade e a necessidade de, muitas vezes, sustentar a família sozinha.

Em comparação com os homens, elas possuem escolaridade 16% superior, mas, mesmo assim, seus negócios faturam 22% menos. Outro problema que foi destacado pelo SEBRAE, é que a taxa de conversão de “empreendedoras” em “donas de negócio” é 40% mais baixa. Ou seja, as mulheres têm maiores índices de desistência em relação aos homens. Enquanto 65% deles se tornam “donos de negócio” com mais de 3,5 anos à frente da empresa, apenas 39% delas conseguem evoluir até essa fase e consolidar seu negócio.

Além de todos os desafios que elas enfrentam em sua rotina diária, no meio corporativo as mulheres ainda precisam lidar com o assédio e preconceito. Mesmo que estejamos no século XXI, ainda existem ideias ultrapassadas de que as mulheres são emotivas em excesso ou que não podem se comprometer com a empresa quando tiverem filhos.

A importância de estimular e apoiar o empreendedorismo feminino

O empreendedorismo feminino possui um papel essencial na redução de diferenças entre as oportunidades de crescimento para os homens e mulheres. Além disso, beneficia a diversidade de negócios, graças às suas perspectivas inovadoras. Ou seja, a maior presença delas nos negócios traz melhorias para a economia, para as empresas e para a sociedade como um todo.

Não somente isso, as mulheres também são chaves importantes para a estratégia das empresas. Isso porque elas possuem jogo de cintura e flexibilidade. Atualmente, essas estratégias são conhecidas como soft skills ou competências comportamentais, que estão sendo extremamente valorizadas no mercado e são facilmente desenvolvidas pelas mulheres. Portanto, ao acreditar e apostar na liderança feminina, existirá a valorização de talentos de toda a organização, além de promover uma proximidade maior com as clientes de grande parte das companhias, pois as mulheres são a maioria no Brasil.

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